0682-I
Ses. Ord. 17/04/07 Or. Fátima Nunes
Mudanças na AL.
Sr. Presidente Roberto Carlos, demais membros da Mesa, entre eles o nosso deputado Leur Lomanto Júnior, deputada Virgínia Hagge, que bom uma mulher que faz a nossa alegria aumentar por termos a certeza de que cada vez mais as mulheres assumem com competência o poder, Srs. Deputados, nossas duas companheiras deputadas Marizete Pereira e Maria Luiza, às vezes eu fico ouvindo os discursos dos e, mais recentemente, ouvimos afirmar que nada mudou nesta Casa. Eu quero lembrar dos dois últimos anos em que fui deputada e percebo, realmente, que houve uma diferença relevante. No período em que estive aqui os movimentos das lutas sociais, da terra, dos sem-teto, a organização de mulheres, a associação de produtores dos campos e tantos outros movimentos, principalmente aqueles que vinham dos meios mais simples, mais humildes, aqueles que, ao longo dos anos, ficaram sem vez e sem voz, confesso que esses movimentos tinham pouco acesso, às vezes nenhum, quando não era repreendidos.
Pela manhã, ouvimos até a fala do secretário de Combate à Pobreza e Desenvolvimento Social lembrando das vezes em que fomos recebidos aqui a dente de cachorro e com policiais armados. Hoje, a Casa tem liberdade para receber todos os movimentos. Vimos aqui, recentemente, o movimento dos autistas que participaram nas Galerias se manifestando. Vimos aqui o movimento dos professores e, hoje pela manhã, este Plenário, as Galerias e demais ambientes desta Casa estiveram repletos de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra. E, certamente, outros movimentos de apoio que vieram também discutir os problemas da agricultura e da reforma agrária, com o objetivo de dizer para o poder público que nós precisamos, urgentemente, traçar políticas públicas e agir para reduzir as desigualdades sociais e promover a inclusão daqueles e daquelas que, ao longo dos anos, tiveram menos oportunidade.
Eu acho que isso é uma grande mudança. E acredito que duas formas podem melhorar a vida das pessoas, uma é a organização da sociedade civil, e essa nem se fala quantos anos estão nessa empreitada, nessa luta com dificuldade, mas com persistência e muita resistência. A outra é o voto, é votar em quem presta serviço para o povo. E eu acho que dessa vez o povo baiano acertou, porque foram os mesmos que, até pouco tempo, estavam apenas do lado de fora lutando, brigando, teimando, exigindo.
Por isso, recebemos, pela manhã, as boas notícias, através do nosso Líder, deputado Waldenor Pereira. A forma brilhante como o movimento social de luta pela terra, o MST, foi recebido pelo governador, as propostas que foram aprovadas e, ainda mais, a forma boa, saudável como o governador foi até o pátio conversar com os nossos trabalhadores e trabalhadoras.
Então, esse é o tempo novo que está começando. Às vezes, incomoda algumas pessoas, mas não tenham dúvida de que a cultura do bem, da paz, da transformação, da justiça, da inclusão não vai parar. Vai continuar e nós vamos ser os grandes vencedores, porque teremos um Brasil mais justo e mais igual.
(Não foi revisto pela oradora.)